FUNDESPERANÇA

domingo, 4 de agosto de 2013

MEDITANDO: As aflições do mundo

Em conhecida passagem do Evangelho, Jesus diz a Seus discípulos que no mundo eles terão aflições. 

Os registros bíblicos confirmam a previsão. 

Todos os companheiros diretos de Jesus enfrentaram grandes padecimentos. 

Apenas João Evangelista não foi martirizado. 

Evidentemente, houve sensível progresso desde aquela época. 

Os costumes se refinaram e hoje, na ampla maioria dos países, não se cogita mais de matar alguém por sua fé. 

Contudo, o alerta do Cristo permanece atual. 

A mensagem cristã é a da vida reta e fraterna. 

O cristão deve ser honrado e solidário. 

Não basta viver retamente, sendo necessário amparar os irmãos de jornada. 

Também não adianta apenas ser generoso com o semelhante. 

É preciso dar a César o que é de César, no sentido de cumprir rigorosamente os próprios deveres. 

Ocorre que quem se aprimora, em geral, passa a esperar conduta idêntica dos que o rodeiam. 

A criatura rigorosamente honesta anseia por viver em um meio honesto. 

Ao desenvolver uma sensibilidade mais apurada, anela por beleza e suavidade. 

Entretanto, o mundo segue em seu próprio ritmo. 

Um homem pode apenas ditar a cadência de sua evolução. 

Quanto aos demais, resta-lhe somente influenciar, mais por exemplos do que por palavras. 

Afinal, o livre-arbítrio é uma dádiva de Deus aos Seus filhos. 

Cada um é livre para decidir os seus caminhos e se vai apressar ou retardar o passo rumo à paz. 

Bem se vê como é delicada a posição do genuíno cristão no mundo. 

Ele elege um ideal sublime, esforça-se por vivê-lo e deseja que se expanda, no benefício geral. 

Contudo, o mundo não corresponde a contento a esse anseio. 

O cristão necessita ser o sal da Terra e a luz do Mundo. 

Justamente por isso, não pode se afastar dos irmãos de jornada. 

Daí vive honradamente em um mundo corrupto. 

Por consequência, experimenta contínuas aflições. 

Aflige-se pelos filhos que não aproveitam a educação recebida e optam por trilhar estranhos caminhos. 

Angustia-se pelo esposo ou esposa que não lhe partilha o ideal. 

Agasta-se por deslealdades que testemunha na vida profissional. 

Entristece-se pela falta de honestidade de políticos e dirigentes públicos. 

Entretanto, se a aflição é esperada, o desânimo não se justifica. 

O progresso ocorre com vagar, mas é uma lei da vida. 

As perfeitas Leis Divinas tratam de colocar tudo em seu lugar, no lento ciclo dos séculos. 

O relevante é a paz de consciência de quem age retamente. 

E a inefável certeza de que transita para fases superiores da existência imortal, na condição de agente do progresso. 

Pense nisso.

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