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quarta-feira, 7 de agosto de 2013

CASOS DA VIDA: À procura de Deus

O desejo de ocupar posições de destaque e relevância é bastante comum. 

A vida dos poderosos do mundo costuma ser idealizada pelas multidões. 

Eles aparecem ricamente trajados, em festas ou em situações de regalo e desfrute. 

Quem leva uma vida modesta e obscura, não raro, almeja trocar de lugar com essas importantes figuras. 

Muitos se inquietam e desgastam com sonhos de grandeza. 

Quando comparam as suas vidas com as de alguns outros, ficam amargurados e tristes. 

Chegam a se achar injustiçados pela Divindade, haja vista a escassez de suas posses. 

Mas opulência e modicidade de recursos refletem apenas diferentes formas de aprendizado. 

A vida modesta tem grande valor, se levada a efeito com dignidade e sem murmurações. 

Ela viabiliza a correção de graves vícios espirituais, como vaidade e apego a bens materiais. 

Não se trata de fazer apologia da miséria como estado ideal. 

A miséria é uma chaga social que deve ser extirpada, mediante educação e oferta de oportunidades aos que a sofrem. 

Mas entre a miséria e a opulência há uma miríade de situações intermediárias. 

Nem todos podem ser ricos e poderosos ao mesmo tempo. 

Por isso, as posições sociais e econômicas se alternam ao longo das encarnações. 

Com respeito aos talentos e às inclinações de cada um, todos são chamados a viver as mais variadas situações. 

O relevante é ser digno, operoso e solidário, qualquer que seja a própria realidade. 

A vida dos poderosos, muitas vezes, nada tem de invejável. 

Sob a aparência de brilho e abastança, jazem pesadas responsabilidades. 

Elas são tão mais pesadas porque guardam o condão de influenciar a vida de incontáveis pessoas. 

O detentor de autoridade, da espécie que seja, sempre terá de dar contas do uso que dela fez. 

Ela nunca é conferida por Deus para satisfazer ao fútil prazer de mandar. 

Não é direito e nem propriedade, mas uma importante e perigosa missão. 

O poderoso tem almas a seu cargo e responderá pela boa ou má diretriz que der aos seus subordinados. 

Após o término da tarefa, ele será confrontado com a própria consciência. 

Analisará os recursos de que dispunha e o uso que deles fez. 

Então, verificará se evitou todos os males que podia. 

Pensará se fez todo o bem que lhe era possível. 

Vislumbrará o resultado de sua influência junto a inúmeros que dele dependiam ou nele se espelharam. 

Bem se vê que a autoridade não deve ser levianamente buscada. 

Se a vida o projetou a posições de relevo, seja digno e faça o seu melhor, para não se arrepender amargamente. 

Mas se a sua vida é modesta, não se amargure. 

Tudo vem a seu tempo e é melhor ser digno no pouco do que indigno e desgraçado no muito. 

Pense nisso.

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