SOBRE JULGAMENTOS E HISTÓRIA, O CASO LULA.
Pilatos julgou e condenou Jesus Cristo. À época o julgamento tinha aparência democrática. Teve até "júri popular" (cujo veredito mandou soltar Barrabás e crucificar Jesus).
Pilatos, juiz "justo e imparcial", lavou as mãos, resignado. Afinal, havia "cumprido a lei".
O réu pegou pena máxima. Sofreu torturas bárbaras e foi ao final crucificado em meio a ladrões.
Milênios depois, o que se diz do juiz daquele caso? O que se diz do Condenado?
Antes que algum pseudo-seguidor do Mestre me acuse de blasfêmia, aviso que NÃO estou falando de Religião, e sim de História.
Nos próximos casos serei mais breve.
Quem julgou o líder negro da África do Sul, Nelson Mandela, condenado à prisão perpétua e só libertado após 27 anos de cárcere?
Quem julgou um certo brasileiro insubordinado de nome Joaquim José, um tal Tiradentes, lá no final do século XVIII?
O que a História diz sobre cada um desses condenados? E sobre seus "juízes"?
Hoje, 24/01/2018, mais um julgamento histórico. Igualmente uma farsa. Igualmente épico.
Daqui a algumas horas, em algum lugar da República das (seria "dos") Bananas, três homenzinhos ridículos, usando togas ridículas irão sentenciar um gigante histórico.
E durante séculos e milênios a História contará a verdade sobre o homem que tirou 50 milhões de compatriotas da miséria e foi (ainda o é) o maior líder popular do século XXI.
Salve, Lula. A História te absolverá do crime de ser Gigante em terra de anões.
Por: Assis - Prefeito de Coité
Nenhum comentário:
Postar um comentário