Esse é o tipo de diagnóstico que ninguém, nenhuma família quer receber na vida. O efeito na saúde emocional é devastador. Quando uma pessoa é diagnostica com câncer, a família inteira sofre.
Seja qual tipo de câncer for, às vezes passamos anos na expectativa do tratamento, quanto tempo a pessoa tem de vida, ouvindo aquelas queixas de dor, sem saber o que fazer, o que dizer para ajudar e muitas vezes a pessoa só quer compreensão, empatia, ser ouvida, porque a doença avança e você não pode fazer nada.
Uma nova quimioterapia não vai fazer efeito, só vai submeter a um sofrimento que todos sabem que não vai trazer a cura ou uma melhora na qualidade de vida. É duro ouvir, “eu não quero fazer esse tratamento de novo, eu fico muito ruim, eu tenho que usar fralda”, de uma pessoa que você sempre viu ativa, autônoma e não parava um minuto quieta em casa.
O câncer humilha, seja qual câncer for. E nesse mês, dedicado à saúde da mulher, me recordo que já assisti palestras e conversei com mulheres que enfrentaram essa batalha e os relatos são os mais diversos. “Eu sempre me alimentei bem, fazia exercícios, e num exame apareceu o nódulo”; “eu sempre fui de aguentar calada, remoer as coisas, acho que foi por isso que o câncer veio”; “eu não consigo sentir o gosto da comida, experimenta pra ver se tem sal”; “O que é perder um seio, se eu posso continuar vivendo”.
O câncer de mama geralmente começa como um tumor nas células da mama, podendo aparecer na região das axilas e em outros órgãos (metástase). É importante que a mulher conheça bem a sua mama e fique atenta aos fatores de risco, como casos de câncer de mama em familiares consanguíneos, especialmente em idade jovem.
Mulheres de 50 a 69 anos devem fazer mamografia a cada dois anos. Fique atenta a nódulos fixos, endurecidos e sem dor. Pele avermelhada da mama retraída ou com aspecto de casca de laranja, pequenos nódulos na região das axilas ou pescoço e saída espontânea de líquido dos mamilos. O tratamento deve ser iniciado pelo SUS em até 30 dias e a paciente possui o direito a reconstrução mamária.
Não tenho diagnóstico desse tipo de câncer na minha família, porém, estamos enfrentando outros. E a luta é dia após dia, torcendo para ter mais tempo de convivência, de momentos alegres e que Deus nos dê inspiração para saber usar as palavras certas ou para simplesmente silenciar quando estas não vêm.
Se você está enfrentando, já enfrentou o câncer ou possui alguém na família com esse diagnóstico, compartilhe aqui suas angústias, suas vitórias, sua motivação para outras pessoas que podem estar enfrentando essa batalha.
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